ARMAMENTISMO E CAPITALISMO TARDIO: DESENVOLVIMENTO DO DEPARTAMENTO III E VALORIZAÇÃO DO CAPITAL EM TEMPOS DE CRISE DE REPRODUÇÃO
Resumo
Após o colapso dos Estados burocráticos, em 1989, criou-se, entre outras, a expectativa em torno de uma nova ordem nascente em meio a um clima de triunfo ideológico. Prevaleceu uma série de discursos apologéticos ao sistema de hegemonia do capital, com a respectiva direitização da política e restauro de velhos preconceitos e discursos apoiados nas visões do burguês eufórico: o “fim da história” no sentido hegeliano foi apenas uma das expressões deste momento: a “naturalização” do capital e da ordem social moldada a ele foi o elemento comum do discurso de Estado no período. A título de exemplo, foi emblemático ao longo dos anos 90 o deslocamento mais à direita do chamado centro político formado pela socialdemocracia, pelo trabalhismo, pelos PCs “metamorfoseados” e demais expressões do que pode ser chamado genericamente de reformismo. Em resumo, um quase consenso em relação às virtudes da nova ordem embalado pelo otimismo conservador e triunfalista.
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